O Presidente da Câmara Municipal de Soure, Rui Fernandes, acompanhou esta manhã a visita da Senhora Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, ao sistema hidráulico do rio Mondego, numa deslocação marcada pela reposição plena do funcionamento do canal de rega do Baixo Mondego e pela apresentação do “Relatório Técnico sobre as Cheias de 2026 na Bacia Hidrográfica do Mondego e Revisão dos Modelos de Gestão de Risco”.
A visita incluiu passagem pelo Açude Ponte de Coimbra e pelas obras de reconstrução do dique e do canal da margem direita do rio Mondego, junto à A1. Posteriormente, no auditório da Administração da Região Hidrográfica do Centro da Agência Portuguesa do Ambiente, decorreu a cerimónia de entrega do relatório técnico elaborado pela Ordem dos Engenheiros, no âmbito do protocolo celebrado com a APA. O estudo analisou as circunstâncias da rotura ocorrida este ano, comparando-as com os episódios de 2001 e 2019, com o objetivo de identificar medidas de prevenção e adaptação às alterações climáticas. Entre as principais conclusões destaca-se a necessidade de criar um novo modelo de governança para o aproveitamento hidráulico do Baixo Mondego, assente em mecanismos de manutenção contínua e financiamento para conservação preventiva.
Na última deslocação da Senhora Ministra do Ambiente e Energia ao local, o Município de Soure assinou um contrato-programa com o Governo, promovido pela Agência Portuguesa do Ambiente e pelo Fundo Ambiental, que representa um investimento de cerca de 3,4 milhões de euros destinados à recuperação de infraestruturas e à reabilitação ambiental do concelho, na sequência das recentes intempéries.
Entre as principais intervenções previstas estão a construção da nova Ponte Açude em Soure, num investimento de 2 milhões de euros para requalificar o principal plano de água da vila e as suas margens, e a regularização do rio Arunca, entre Soure e Vila Nova de Anços, com um investimento de cerca de 1,46 milhões de euros, abrangendo 3,2 quilómetros de limpeza, estabilização e requalificação das margens.
Este investimento permitirá ao Município reforçar a gestão integrada do sistema hídrico local, melhorando o controlo dos caudais, reduzindo a vulnerabilidade a fenómenos de cheia e promovendo a requalificação das margens ribeirinhas. Em simultâneo, contribuirá para a valorização ambiental e paisagística das zonas intervencionadas, para a proteção das populações e para o reforço do equilíbrio entre o tecido urbano e os cursos de água, criando condições mais seguras e sustentáveis para o território.


